O GameSir Nova Lite é, provavelmente, o controle mais vendido da GameSir — e não é por acaso. A proposta dele é ser muito barato, e é isso que ele entrega: em dia de promoção você costuma encontrar entre R$ 60 e R$ 90, o que o coloca como uma das opções de entrada mais interessantes para quem quer jogar no PC, no celular ou no Switch sem gastar muito.
O que vem na caixa
A embalagem é bem simples, o que é esperado para um produto focado em custo-benefício. Dentro acompanham a casezinha de plástico, o dongle USB sem fio e o controle. Um detalhe importante: ele recarrega por USB Tipo C, mas não vem com cabo — então é bom já ter um cabo USB-C por perto.
Construção e pegada
Não espere um acabamento refinado: a GameSir economizou no material para baratear o produto. Ainda assim, a construção passa uma confiança boa — mesmo fazendo força, o controle não range nem apresenta folgas. O plástico é texturizado e lembra um pouco o acabamento dos controles da 8BitDo, sem ser liso demais. O peso é de 210 g, um pouco mais leve que o G7, o que ajuda no conforto.
A pegada segue o estilo clássico: por causa da posição dos analógicos, lembra o feel do Xbox, mas com um preenchimento bom na região da mão, parecido com os controles da Nintendo. É fácil alcançar todos os botões e o conjunto é confortável para longas sessões. Não há botões extras nas costas do controle.
Botões, D-pad e analógicos
Botões principais
Os botões de ação usam um padrão de membrana, parecido com o dos controles de PlayStation. Eles ficam bem encaixados, balançam pouco e têm uma resposta tátil macia e consistente — próxima do que você sente em um DualSense ou num controle de Xbox. O acabamento em plástico é simples, sem efeito glossy.
RB e LB
O ponto mais fraco fica nos botões de ombro: no RB, a sensação tátil não é constante. Apertando no centro ele responde muito bem, mas se você pressiona mais na lateral, a tatilidade muda e pode gerar um certo desconforto — coisa que a própria 8BitDo corrigiu em versões novas de seus controles. É um dos únicos pontos que pesam contra.
Gatilhos (RT/LT)
Já os gatilhos são bons: têm uma boa distância de viagem e uma descida suave, com encaixe firme. Não têm trigger de efeito hall, mas funcionam muito bem para a faixa de preço.
D-pad
A cruzinha segue a fórmula clássica de membrana. É o botão menos tátil do controle, mas também o mais consistente — no geral, é um D-pad bom e difícil de errar.
Analógicos
Aqui a gente encontra um dos diferenciais: os analógicos usam sensor de efeito hall, o tradicional (não o TMR, que é o mais avançado do G7). Isso garante mais durabilidade contra o drift. A resolução de movimento é de 256 níveis do centro até a borda, o que é uma boa marca. O eixo é um pouco mais alto e não tem anel de silicone, e o aro é de plástico — então exige um pouco mais de cuidado, mas o movimento é bem equilibrado, nem rígido demais nem leve demais.
Funcionalidades e software
Ele funciona sem fio por 2.4 GHz, tem Bluetooth e também pode ser usado com fio. Aceita PC, Steam, Switch, iOS e Android. A vibração é forte e perceptível, e o controle tem botão M para acessar funções rápidas.
O software de configuração da GameSir funciona pelo celular (aplicativo) — no PC não consegui fazer funcionar. Pelo app você vê a porcentagem da bateria e faz o update de firmware, mas para configurações mais avançadas é preciso usar o manual:
- Modo turbo: combinação de botões para ativar o disparo automático.
- Intensidade da vibração: botão M + D-pad para cima ou para baixo.
- Modo input (zona morta): segurar M + R3 (analógico direito) ou L3 (analógico esquerdo) para ativar/desativar a zona morta. De fábrica ela vem ativada e é bem sensível.
- Remap de botões: M + A ou M + B para trocar a ordem entre A/B e X/Y.
Testes e desempenho
No teste de circularidade, o erro ficou em 2,8% — um resultado bom (até 10% é aceitável). Quando você deixa a zona morta bem sensível, a margem aumenta um pouco. Vale lembrar que, sem vibração, a bateria de 600 mAh chega a até 10 horas; com a vibração ativada, fica entre 6 e 8 horas. O recarregamento por cabo é rápido.
Um ponto de atenção é o polling rate: via 2.4 GHz fica em torno de 125 Hz. Para jogos casuais serve muito bem, mas se você joga FPS competitivo e é bem "tryhard", talvez sinta diferença. Comparei direto com o GameSir G7 e, para esse fim, o G7 se mostrou mais responsivo e preciso — apesar de que o analógico do Nova Lite também responde bem.
Vale a pena?
Na minha visão, o Nova Lite é aquele controle de entrada que cumpre muito bem o que promete: ser barato. É ideal para jogos casuais, modo história, para quem quer economizar ou para ter um controle secundário para jogar com uma segunda pessoa no PC.
O que mais gostei: conforto, peso, construção decente, bons botões para a faixa de preço e os analógicos com efeito hall, que trazem uma confiança a mais. O que pesa contra: os botões RB/LB poderiam ser melhores, a falta de um software de configuração completo no PC e os analógicos por serem mais simples nessa parte do aro.
Se você quer economizar e ter um controle de entrada decente, o GameSir Nova Lite é uma ótima pedida. Se puder gastar um pouco mais e busca algo para FPS competitivo, vale conferir o GameSir G7 — e também vale dar uma olhada no concorrente Machenike G1, que no papel traz especificações até melhores (como 1000 Hz de polling rate) por um preço parecido.
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