Comprei o celular mais barato do AliExpress para descobrir se ele vale a pena. Ele custou R$ 375 — e, por incrível que pareça, ficou mais caro que os celulares mais baratos que você encontra no Mercado Livre. Mas será que esse Redmi 7A cumpre bem o papel de "celular de entrada para economizar"? Neste artigo, conto o unboxing completo e o teste na prática: apps leves, jogos, câmera e emuladores.
O que vem na caixa
- O Redmi 7A lacrado, com adesivo de segurança na borda.
- Capinha de brinde (um pouco desbeiçada, mas acompanha).
- Película de vidro para o display.
- Carregador padrão americano + adaptador de tomada.
- Cabo, manual e a ferramenta para o chip.
Detalhe: ele tem entrada P2 para fone de ouvido — algo que faz falta nos celulares mais atuais — e a entrada de carregamento é a micro-USB (tipo B), não a USB-C.
Ficha técnica do Redmi 7A
- Processador: octa-core de 2.0 GHz com chip gráfico Snapdragon (ultrapassado, mas melhor que muitos MediaTek antigos).
- Memória RAM: 2 GB (com suporte a memória virtual a partir do armazenamento).
- Armazenamento: 32 GB (cerca de 10 GB já ocupados de fábrica) — mas tem slot para cartão de memória.
- Bateria: 4000 mAh — um dos pontos fortes para a faixa de preço.
- Sistema: Android 10 com MIUI 12.5.
- Câmera: 13 MP na traseira (fotos em 4K) e frontal simples.
- Conexões: Wi-Fi apenas 2.4 GHz (sem 5 GHz), Bluetooth e entrada P2.
Teste no dia a dia: apps leves
No YouTube, o vídeo carrega rápido e roda em 1080p 60 fps com qualidade boa. Deu até para assistir em 720p sem problemas. O WhatsApp abre, faz chamada de vídeo e funciona — com uma lentidão perceptível, já que ele tem pouca memória RAM. Para tarefas básicas (mensagens, vídeo, redes sociais, chamadas), ele atende bem.
Teste com jogos
Aqui a história muda. O Roblox roda com travadas e exige paciência. O Free Fire chega a dar alguns engasgos, mas é possível jogar com os gráficos no mínimo. Não é um celular para jogos pesados — mas, se você der um jeitinho, ainda dá para se divertir com emuladores.
Instalando emuladores de Game Boy Advance, Super Nintendo e Mega Drive, o celular vira praticamente um mini console retrô — e os jogos ocupam pouco espaço. Com um controle Bluetooth, a experiência melhora bastante.
Câmera: melhor do que parece
A câmera traseira de 13 MP tira fotos bem legais para a faixa. Detalhe interessante: as fotos saem em 4K. Os vídeos, por padrão, gravam em Full HD — mas, com apps como o Open Camera, você consegue forçar a gravação em 4K. A câmera frontal é simples, boa para chamada de vídeo e fotos de perfil, sem milagres.
Recursos extras e automação
Com o Google Assistente, dá para automatizar a casa — apagar e acender as luzes com comandos de voz — uma função bem prática para presentear um idoso, por exemplo. O celular também suporta o app da Xbox, mas rodar jogos em nuvem por aqui é complicado (o navegador pesa).
Vale a pena comprar o Redmi 7A?
Na faixa dos R$ 370, aqui no Brasil você dificilmente acha algo melhor. Porém, comparado aos celulares de R$ 200–300 que o AliExpress vendia anos atrás, ele é um degrau abaixo: menos RAM e menos armazenamento. A verdade é que a gente perdeu poder aquisitivo.
Dito isso, o Redmi 7A vale muito a pena para quem busca economia: fazer coisas simples, dar de presente para uma criança ou um idoso, e não passar raiva. Compre sempre em promoção — no dia da oferta e com cupom, ele fica ainda mais barato. Se você encontrar um celular melhor pelo mesmo preço, vale conferir.
Resumo rápido
- Pontos fortes: preço baixo, bateria de 4000 mAh, entrada P2 para fone, slot para cartão de memória, fotos em 4K, bom para apps básicos e emuladores retrô.
- Pontos fracos: pouca RAM (2 GB), armazenamento pequeno (32 GB), Wi-Fi só 2.4 GHz, Android 10 antigo, fraco para jogos modernos.
- Ideal para: economia, uso básico, primeira compra, presente para criança/idoso, jogos clássicos por emulador.
Lembre-se: os preços variam e as melhores promoções acabam rápido. Confira sempre o histórico de preços antes de fechar a compra.
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