Vale a pena o Mchose V9 Pro?
Sim. O Mchose V9 Pro é, hoje, uma das melhores compras de headset até R$ 400 no Brasil. Ele entrega construção sólida, bateria gigante, software completo, um 7.1 virtual que funciona de verdade e um microfone muito acima da média — coisas que normalmente só aparecem em headsets bem mais caros. Se você procura um headset custo-benefício para jogar, trabalhar e ouvir música, ele é praticamente uma compra obrigatória.
O que é o Mchose V9 Pro?
O Mchose V9 Pro é um headset gamer sem fio (Wi-Fi + Bluetooth) com foco em custo-benefício. O visual dele lembra muito o Logitech G Pro, ou seja, remete a modelos bem mais caros do que o preço que ele realmente custa. Dependendo da loja, você encontra ele na faixa de R$ 250 a R$ 350 importando (já com impostos e frete) ou entre R$ 400 e R$ 450 no mercado nacional.
Construção e design
A haste é de alumínio reforçado, com cerca de 3 cm de ajuste de altura, e a envergadura é excelente: ele não faz muita pressão na cabeça e dá para usar com óculos tranquilamente. A headband tem costuras detalhadas e o logo da Mchose, com acabamento muito bem feito.
As earpads são over-ear e de courino, criando uma vedação passiva impressionante. Só de colocar na cabeça, ele já abafa bem o som externo: com o volume em 50%, barulhos de ventilador ou de limpeza de casa praticamente somem. Um detalhe: a concha é levemente justa, então quem tem orelhas maiores sente um encaixe mais parecido com um on-ear — nada que tire o mérito do conjunto.
Sobre durabilidade, o courino com bons cuidados deve durar de 1 a 2 anos antes de precisar de troca, o que é o padrão para a categoria.
Bateria e carregamento
O Mchose V9 Pro entrega cerca de 250 horas de bateria e carrega via USB-C. Um ponto inteligente é que você consegue usar o headset e mexer nos botões enquanto ele carrega, seja no computador ou num power bank. Por segurança e longevidade da bateria, o ideal é carregar só em situações emergenciais (entrevista, reunião importante) e evitar usar durante o carregamento no dia a dia.
Conectividade: o adaptador Wi-Fi que vira USB-C
Um bônus enorme de usabilidade é o adaptador sem fio: o dongle é USB-A por padrão, mas a pecinha desencaixa e ele vira USB-C. Se você tem um notebook que só tem entradas USB-C, o problema está resolvido. A recomendação é sempre usar o modo Wi-Fi (via dongle) em vez do Bluetooth, para não perder qualidade de áudio — além disso, o Bluetooth tende a gastar um pouco mais de bateria.
Software: um dos pontos fortes
O software do Mchose V9 Pro é recheado de funções. Você vê a bateria restante, tem redução de ruído por inteligência artificial na captação de áudio, a função Magic Sound (que altera a voz), e o volume inteligente, que ajusta a altura ideal para o que você está escutando — ótimo para filmes, onde a voz às vezes fica baixa e a explosão muito alta.
No equalizador, a brincadeira fica séria. Nos presets de música, o destaque absoluto vai para o heavy metal: os graves ficam tão potentes que as conchas chegam a vibrar na cabeça, parecendo um mini subwoofer. Para jogos, ele já vem com perfis pré-configurados para Valorant, CS, Apex, PUBG e outros, que realmente ajudam a identificar os adversários durante a partida. Você ainda pode baixar configurações na nuvem feitas por outros usuários para jogos como God of War e The Last of Us.
No modo padrão, há funções que dão mais brilho ao áudio e outras que deixam os graves mais aparentes, além de modos de jogo extras (que fizeram pouca diferença na prática, mas existem).
O 7.1 virtual que funciona
Surpreendentemente, o 7.1 virtual do Mchose V9 Pro funciona. A maioria dos headsets nessa faixa de preço estraga completamente o áudio quando ativa o 7.1, mas o V9 Pro faz diferente. A dica é deixar o tamanho da sala em "small" (pequeno): a imersão espacial fica real, e você percebe se o som vem de cima, de baixo ou de trás.
Qualidade de áudio e volume
O resultado final na saída de áudio é muito impressionante para o custo-benefício. Em 50% do volume você já fica imerso e isolado; em 70%, completamente imerso; em 100%, é alto demais para usar com conforto. Para quem gosta de som bem alto, ele com certeza atende. O único ponto em que ele deixa a desejar é nos graves, se comparado a alguns concorrentes diretos da mesma faixa — apenas nesse quesito.
Microfone: o diferencial do V9 Pro
A captação de áudio é excelente. Em um ambiente silencioso, a qualidade é muito aceitável, bem acima da média da categoria. No teste com um ventilador gigante ligado e o filtro de antirruído desligado, o microfone capta bastante ruído; ao ativar a redução de ruído por IA, o áudio fica praticamente limpo. Além disso, o som das conchas vaza minimamente (ou quase nada) para o microfone, mesmo no volume máximo. É um nota 10 na captação de áudio.
Prós e contras
Prós
- Microfone muito acima da média com redução de ruído por IA
- 7.1 virtual que funciona de verdade
- Software completo (EQ, perfis de jogos, nuvem de configurações)
- Cerca de 250 horas de bateria
- Dongle USB-A que vira USB-C
- Vedação passiva excelente e volume alto
- Construção bonita que lembra headsets mais caros
Contras
- Graves um pouco atrás de alguns concorrentes diretos
- Sem RGB (apenas um LED no microfone para indicar mute)
- Concha levemente justa para orelhas maiores
Comparação: Mchose V9 Pro vs Redragon Zeus Pro vs Havit H7 SE
Cada um tem o seu ponto forte. O Redragon Zeus Pro é fisicamente muito mais robusto (um verdadeiro tanque de guerra) e, no áudio estéreo padrão puro, empata ou fica ligeiramente à frente do Mchose. O Havit H7 SE tem o trunfo de ser um achado muito barato no mercado nacional e trazer pads de tecido, que muita gente prefere por não descascar com o tempo — ponto positivo também para a Redragon.
Mas o Mchose V9 Pro se destaca porque ganha de lavada no microfone, tem 7.1 que realmente funciona (falho no Zeus) e oferece um software cheio de funções que nem Zeus nem Havit possuem. No geral, ele é o melhor custo-benefício do grupo.
Onde comprar e cuidados com falsificação
O modelo importado comprado direto da loja fabricante no AliExpress é uma boa opção — o próprio site usa um adesivo de antifalsificação. Fique muito atento para comprar apenas de lojas confiáveis e com boa reputação. Você também encontra o headset no mercado nacional, por um valor um pouco maior, com entrega mais rápida.
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Ficha técnica do Mchose V9 Pro
- Tipo: Headset gamer over-ear sem fio
- Conectividade: Wi-Fi (dongle 2.4GHz USB-A/USB-C) e Bluetooth
- Bateria: ~250 horas
- Carregamento: USB-C
- Recursos: 7.1 virtual, redução de ruído por IA no microfone, EQ e perfis de jogos
- Earpads: over-ear de courino
- Preço: R$ 250–350 (importado) / R$ 400–450 (nacional)
Perguntas frequentes (FAQ)
O Mchose V9 Pro é bom?
Sim, é um dos melhores headsets custo-benefício até R$ 400, com destaque para o microfone, o 7.1 virtual funcional e o software completo.
Quanto custa o Mchose V9 Pro?
Na importação, entre R$ 250 e R$ 350 (com impostos e frete); no mercado nacional, entre R$ 400 e R$ 450.
O Mchose V9 Pro tem 7.1 virtual?
Tem, e diferente da maioria dos headsets baratos, o 7.1 dele funciona bem, com imersão espacial real (sons de cima, baixo e trás).
Quantas horas dura a bateria do Mchose V9 Pro?
Cerca de 250 horas, com carregamento via USB-C.
O Mchose V9 Pro serve para jogos FPS?
Sim. Ele vem com perfis prontos para Valorant, CS, Apex e PUBG, que ajudam a localizar os adversários pelo som.
Mchose V9 Pro ou Redragon Zeus Pro?
O Zeus Pro é mais robusto e empata no estéreo puro, mas o Mchose ganha de lavada no microfone, no 7.1 e no software.
O microfone do Mchose V9 Pro é bom?
Sim, é muito acima da média, com redução de ruído por IA que limpa bem o áudio mesmo com ventilador ligado.